Especialidade
Pausas respiratórias durante o sono, muitas vezes silenciosas, que comprometem a oxigenação, fragmentam o sono e, ao longo dos anos, impactam a saúde cardiovascular, metabólica e cognitiva.
A Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) é caracterizada por episódios repetidos de obstrução parcial ou total da via aérea durante o sono. Cada evento provoca queda de oxigênio no sangue e um microdespertar registrado pelo cérebro, mas não percebido pelo paciente. Em casos moderados a graves, esses eventos podem ocorrer dezenas ou centenas de vezes por noite.
Os sintomas costumam ser atribuídos a outras causas — cansaço da rotina, idade ou estresse. Em muitos casos, é o parceiro de cama quem percebe o ronco, as pausas respiratórias e os despertares abruptos. O ronco alto e habitual é, com frequência, a manifestação mais visível da apneia.
A apneia bem tratada reduz a pressão arterial, melhora o controle do diabetes, diminui o risco de AVC e devolve disposição, humor e desempenho cognitivo — muitas vezes já nas primeiras semanas.
A confirmação diagnóstica é feita por polissonografia, seguida da classificação da gravidade e da escolha individualizada do tratamento: CPAP (padrão-ouro em apneia moderada e grave), placa intraoral, terapia posicional, perda de peso, fonoterapia miofuncional ou, em casos selecionados, cirurgia. O acompanhamento contínuo é parte essencial da condução clínica.
Toda apneia exige CPAP?
Não. A escolha depende da gravidade, da anatomia, do estilo de vida e da resposta a cada terapia. Em apneia leve, placa oral, terapia posicional ou perda de peso podem ser suficientes.
O CPAP é definitivo?
Depende da causa. Pacientes que perdem peso significativo ou tratam fatores estruturais podem reduzir ou suspender o uso. Em outros, o CPAP é a terapia que preserva qualidade e expectativa de vida.
Apneia tem relação com infarto e AVC?
Sim. A apneia moderada e grave não tratada é fator de risco cardiovascular independente, com evidência científica consistente.
Pacientes com ronco alto, sono não restaurador ou diagnóstico prévio sem tratamento adequado se beneficiam de uma avaliação especializada.
Agendar pelo WhatsAppEste conteúdo é informativo e não substitui consulta médica. Para um plano individualizado, agende uma avaliação.
Próximo passo
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